Eu sempre acreditei, aliás cresci acreditando que a felicidade era ter!

Ter dinheiro, ter uma casa bacana para morar, ter um carro, viajar para onde eu imaginasse ou quisesse, ter um bom diploma universitário, ter marido, ter filhos… Ledo engano!

Claro que tem coisas que facilitam a vida de cada um de nós. Apenas facilitam, como por exemplo o dinheiro.

Foi na minha adolescência que percebi que apenas ter não era exatamente a consequente felicidade. A partir daí, comecei a observar as pessoas de maneira diferente e a me questionar com muita frequência sobre o assunto.

Numa certa tarde, quando retornava do trabalho, recebi de uma garota um folder que falava sobre os ensinamentos de Dalai Lama. Até então, ele era um completo desconhecido para mim. Mesmo assim, ao chegar em casa li com atenção o que estava escrito naquele pedaço de papel. Foi meu primeiro contato com a filosofia budista.

Depois de algum tempo e ainda com muitas perguntas sem respostas, resolvi pesquisar sobre os ensinamentos de Dalai Lama e, finalmente descobri qual era o verdadeiro segredo para a felicidade plena.

Contrastando com a modernidade de hoje, com o consumismo exagerado, com a adversidade, com a pobreza, com as injustiças, com a falsa ideia de que precisamos acumular bens materiais para sermos felizes, Dalai, na sua indiscutível sabedoria define que: “A felicidade é um propósito; mais do que depender das circunstancias externas, é uma atitude frente a vida.”

Em um dos seus encontros com o psiquiatra Howrd C Culter, onde discutiam sobre a “Arte da Felicidade”, ele nos aponta caminhos para atingirmos esse objetivo:

  1. Treine sua mente. Dalai Lama esclarece que não refere apenas a habilidade cognitiva ou intelectual, mas sim no sentido mais amplo da psique, que compreende o espírito e os sentimentos. Ele nos diz que existe muitas formas de fazer, porém uma delas é identificar aqueles fatores que nos conduzem a felicidade e aqueles que nos conduzem ao sofrimento. Uma vez feita a distinção, devemos cultivar e dedicar tempo e energia aos primeiros. Viva cada dia de forma positiva, sem desperdiçar o tempo. Pela noite, revise seus atos e faça a pergunta: utilizei esse dia como planejei?
  2. Evite alicerçar tua felicidade nas posses materiais. Está comprovado que ao final de um tempo, os bens adquiridos não proporcionam mais o efeito de felicidade, ocorrendo o fenômeno de adaptabilidade, o qual te fará consciente dos níveis de infelicidade habituais.
  3. Pratique a Compaixão. Como define Dalai Lama, a compaixão não é algo infantil ou sentimental. É um sentimento que reduz o medo e permite a abertura em relação a outra pessoa, gerando na mente um estado de não violência. É uma atitude mental baseada no desejo de de liberar o outro do sofrimento e está associado a um sentimento de compromisso, responsabilidade e respeito ao próximo. Para desenvolver a compaixão é preciso treinar a empatia para visualizar-se na situação de outra pessoa. Por exemplo, imaginar-se no lugar do seu chefe, do seu filho, ou daquela pessoa que você tem algum conflito. Calçar os sapatos do outro, permite entender porque ele atua daquela maneira, e uma vez compreendido e aceitando, seu estado emocional se transforma. A compaixão é também desejar o bem do outro e substituir os sentimentos negativos, por sentimentos de felicidade e paz mental.
  4. Aceita o sofrimento como parte da vida. Dalai Lama diz que somos poucos tolerantes a dor e ao sofrimento e que os evitamos a todo custo, porém se mudarmos nossa atitude em relação ao inevitável, como por exemplo, uma doença ou a perda de um ente querido simplesmente aceitando-a como parte da vida, nada impede que alcancemos a verdadeira felicidade!

Para concluir, lembra: A felicidade é um direito seu, exerça-o!

O que você anda fazendo para exercer o seu direito a felicidade? Escreva aqui nos comentários!

Um grande abraço e até o próximo post!

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