Eu andava em terras de Espanha, no Caminho de Santiago de Compostela, quando num dos trechos da rota francesa, numa manha fria de outono, do ano de 2003, encontrei um folheto, aos pés de uma cruz velha de madeira, perdida no ponto mais alto dos páramos de Castilha e León onde dizia: “Não coras que aonde tens que chegar é a ti mesmo”!

Pensativa, sentei-me à beira da trilha, naquele trajeto do caminho e por longos minutos fiquei pensando sobre a mensagem que me tocara fundo. Realmente eu precisava refletir… Eu vinha carregando há muito tempo, o “mundo” em minhas costas.

Minha vida estava “afogada” em “TENHO QUE”. Tenho que fazer isso, aquilo, aquele outro e tudo o mais. Com uma agenda sempre cheia de compromissos, metas, horários e vazia de felicidade.

Eu fazia tudo e, quase sempre era para agradar, ou não decepcionar os outros. Até então, eu não tinha parado para meditar sobre o sentido de tudo aquilo. Aquele momento estava sendo único e especial para mim. Porém era preciso quebrar o status quo daquela institucionalizada rotina, para seguir de forma diferente. Quem sabe assim eu tivesse a verdadeira possibilidade de viver feliz.

Você talvez agora esteja experimentando um momento parecido com o aquele que vivi. Um momento onde as questões do dia a dia, da sobrevivência, da família, do trabalho, da saúde, estejam perturbando seu sossego, tirando sua paz!

Infelizmente, a conjuntura atual mundial, nos “leva” de roldão, embotando nosso raciocínio e oferecendo um prato cheio de possibilidades, rotuladas de sucesso. Porém um sucesso pasteurizado, onde nas mais esdrúxulas circunstâncias, buscamos atingir o padrão ideal de felicidade.

É preciso ter consciência de que somos uma espécie de “casa” em construção. Onde a cada dia, a cada hora, a cada minuto, temos a possibilidade de mudar, alterar, ou acrescentar elementos que produzam aperfeiçoamento pessoal, que tanto necessitamos.

Eu acredito que todos, sem exceção, desejam ser felizes. Porém poucos conseguem trilhar o caminho da felicidade.

Longe de ser um objetivo, a felicidade é o próprio caminho.

Aprender a se proteger contra os problemas do cotidiano, a convier com as fatalidades que nos cercam diariamente, é o primeiro passo para a construção deste caminho. Um caminho que nos traz paz interior, que gera tranquilidade, e autoconfiança.

Contudo, não busque esquecer os problemas que afetam sua alma, através do alcoolismo, da toxicodependência e outros vícios. Isso passa longe de ser uma solução. O resultado seria desolador, catastrófico para sua evolução, como ser humano.

Entendo que muitas vezes nos deparamos com situações que saem do nosso controle, tais como, doenças ou mortes de pessoas ligadas a nós. Porém, compreender e aceitar isto como parte da vida, é o primeiro passo para encontrarmos com nossa tão sonhada paz interior.

O sonho, assim como a fé, devem habitar o mais profundo da nossa essência. Sem eles, não há esperança de dias melhores!

Por isso, renove a mente! Mude a roupa da alma – viaje! Sonhe! Sonhe muito! Sonhe grande! Tente! Invente, mas seja FELIZ sempre!

Um grande abraço e até o próximo post!

 

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